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Pós-Doutorado

Bolsista recebe prêmio de melhor apresentação em congresso na Tailândia

Publicado: Segunda, 02 Janeiro 2017 11:21 | Última Atualização: Terça, 10 Janeiro 2017 15:17

Em dezembro de 2016, a bolsista de pós-doutorado da Capes Larissa Conceição Gomes Oliveira teve a oportunidade de apresentar sua pesquisa no Congresso Internacional de Física Médica (International Conference on Medical Physics 2016), que aconteceu em Bangkok, na Tailândia. Na ocasião, seu trabalho apresentado, “Radiation Dose for Patients Undergoing Diagnostic CT: Follow-up Breast Cancer – Part I”, recebeu o Prêmio de Melhor Apresentação “Best Presentation Gold Award of IOMP - International Organization for Medical Physics”.

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Bolsista da Capes recebeu o Prêmio de Melhor Apresentação “Best Presentation Gold Award of IOMP - International Organization for Medical Physics” (Foto: Arquivo Pessoal)

Larissa era a única estudante bolsista brasileira no evento, que aconteceu de 9 a 12 de dezembro. “No Congresso, tive o privilégio de conhecer importantes e influentes físicos médicos de diferentes países, trocar experiências com os estudantes da Tailândia, assim como aprimorar meus conhecimentos sobre os avanços tecnológicos na área”, disse a bolsista sobre sua participação.

Estudo
A pesquisadora desenvolve seu pós-doutorado no Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD/CNEN) no Rio de Janeiro, sob a orientação de Simone Kodlulovich Renha e colaboração de Lawrence Dauer do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, de Nova Iorque (MSKCC).

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Congresso Internacional de Física Médica (International Conference on Medical Physics 2016) aconteceu em Bangkok, na Tailândia (Foto: Arquivo Pessoal)

O tema principal da pesquisa é a Avaliação da Dose Absorvida na Mama em exames de Tomografia Computadorizada para o Diagnóstico e Tratamento Radioterápico. “Desenvolver este trabalho em conjunto com o Instituto Oncológico de Referência no Rio de Janeiro está sendo uma tarefa desafiadora e de suma importância, já que o câncer de mama representa a segunda neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres brasileiras, sendo a primeira causa de óbito desta população”, revela a bolsista.

Segundo Larissa, a maioria dos tumores de mama ainda são diagnosticados em estádios avançados – aproximadamente 45% dos casos – o que contribui significativamente para a elevação da taxa de mortalidade por câncer de mama no país. “O diagnóstico em estadiamentos mais avançados e o difícil acesso aos serviços de saúde pública são os principais motivos para tratamentos mais radicais e muitas vezes ineficientes.”

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Larissa era a única estudante bolsista brasileira no evento (Foto: Arquivo Pessoal)

A bolsista conta ainda que a Tomografia Computadorizada (TC) não é rotineiramente utilizada como ferramenta de diagnóstico para o rastreio do câncer de mama. “Entretanto, pode ser útil para identificar o aumento de lesões próximas a parede torácica, avaliar o tórax, fígado e metástases ósseas e pélvicas, assim como acompanhamento pós-tratamento oncológico. Como resultado, para verificar possíveis reincidências do câncer, uma mesma paciente poderá ser submetida a exames de TC de tórax várias vezes durante suas vidas. O aumento da frequência de exames de tomografia computadorizada, nem sempre justificado e otimizado é objeto de grande preocupação. Aproximadamente 40% das TC realizadas são desnecessárias. Mesmo que as doses individuais de cada exame sejam pequenas, quando multiplicados pelo número crescente de exames realizados, o balanço entre benefícios e riscos aponta para um potencial risco futuro na saúde dessa população exposta indevidamente. Sendo assim, um dos grandes desafios dessa pesquisa é estimar da dose total de radiação (dose efetiva e dose em órgãos) recebida pela paciente feminina a partir do momento que ela é diagnosticada pela primeira vez com câncer de mama e após os 5 anos de acompanhamento médico.”

Larissa conclui dizendo que a pesquisa trará benefícios para o paciente e maior responsabilidade e conscientização da equipe médica em prescrever uma Tomografia Computadorizada sem justificativa médica, assim como instruir as ações corretivas necessárias, possibilitando reduzir ao mínimo a realização de exames desnecessários e diminuir a variabilidade das doses empregadas por meio de Programas de Controle e Garantia da Qualidade dos exames.

(Natália Morato)

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