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Pesquisa marinha

Projeto CAPES/IODP é finalista do Ocean Awards 2018

Publicado: Segunda, 19 Março 2018 14:42 | Última Atualização: Segunda, 03 Setembro 2018 09:38

O projeto Amazon Reef Science, coordenado pelo professor Fabiano Thompson, do Programa de Engenharia de Produção do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), foi escolhido como finalista do prêmio Ocean Awards 2018, na categoria Ciência. O trabalho levou à descoberta de um extenso sistema de recifes na foz do rio Amazonas, ampliando o conhecimento acerca da riqueza da biodiversidade amazônica e mudando a compreensão sobre a formação de recifes em condições subótimas. Os vencedores das cinco categorias da premiação serão anunciados em julho, na edição da revista Boat International.

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O trabalho levou à descoberta de um extenso sistema de recifes na foz do rio Amazonas (fotos: divulgação)

O professor Thompson lidera uma equipe que pesquisa uma das maiores – e menos conhecidas – riquezas da Amazônia brasileira, o enorme recife de corais localizado na foz do rio Amazonas. Em 2016, os pesquisadores brasileiros conseguiram descrever este extenso sistema de recifes, após uma expedição que contou com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e colaboração do Greenpeace. O bioma, recém-descoberto, tem uma área estimada em 56 mil km².

Como afirmava o professor à época da descoberta, a margem equatorial é uma das regiões menos estudadas do ambiente marinho brasileiro, apesar do crescente interesse industrial pela região nos últimos anos. “Grandes petroleiras estão prospectando óleo e gás na região nas proximidades do novo bioma recifal marinho. O estudo traz conhecimento básico e aplicado para ser considerado pela indústria (ex. óleo e gás), agências de proteção ambiental, comunidades locais e academia, visando o uso sustentável dos recursos marinhos.”

O projeto faz parte do programa International Ocean Drilling Program (IODP) que tem como objetivo investigar a história e a estrutura da Terra, a partir de pesquisas oceanográficas.

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Como afirma o professor, a margem equatorial é uma das regiões menos estudadas do ambiente marinho brasileiro, apesar do crescente interesse industrial pela região nos últimos anos (fotos: divulgação)

Além de Thompson, a equipe conta com Eduardo Siegle, da Universidade de São Paulo (USP); Ronaldo Francini, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Nils Asp, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Também contribuíram para o projeto os professores Carlos Rezende, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e Alberto Figueiredo, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Os outros finalistas da categoria Ciência do Ocean Awarads são os pesquisadores Ben Halpern (do National Centre for Ecological Analysis and Synthesis - NCEAS); David Obura, (Coastal Oceans Research and Development in the Indian Ocean - Cordio); e Ove Hoegh-Guldberg (Global Change Institute, University of Queensland). Confira neste link.

IODP/CAPES
O IODP é um programa internacional de pesquisas marinhas que investiga a história e a estrutura da Terra a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, além de monitorar ambientes de sub-superfície.

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Além de Thompson, o projeto é composto por professores de cinco universidades de diferentes regiões do Brasil (fotos: divulgação)

Parte significativa da comunidade científica atuante em ciências do mar de águas profundas de diversos países está envolvida no programa. Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela CAPES, é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o IODP. Para executar as atividades previstas no Programa, a CAPES conta com o apoio de um Comitê Científico e um Comitê Executivo.

Expedições do IODP usam avançada tecnologia de perfuração oceânica, de modo a permitir disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa.

O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados a pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura a bordo, o IODP conta com apoio de numerosas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos diferentes países que atualmente compõem o programa.

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(Brasília - CCS/CAPES – com informações da UFRJ)

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