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Parceria

Comitivas da CAPES e do Ministério da Defesa visitam escolas das forças armadas

Publicado: Segunda, 06 Agosto 2018 17:44 | Última Atualização: Terça, 07 Agosto 2018 16:40


Nos dias 2 e 3 de agosto, comitivas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Ministério da Defesa visitaram instituições militares de ensino superior, localizadas no Rio de Janeiro. O objetivo foi conhecer as instalações e os dados da pós-graduação voltados à área da defesa nacional.

O grupo visitante esteve na Universidade da Força Aérea (UNIFA), na Escola Superior de Guerra (ESG), na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e na Escola de Guerra Naval (EGN). Dados de 2017 apontam que, nos 17 institutos militares existentes no país, 35% dos 1180 alunos matriculados contavam com bolsas da CAPES.

Geraldo Nunes Sobrinho, presidente substituto e diretor de Programas e Bolsas no País da CAPES, comentou: "É gratificante conhecer a realidade daquilo que acontece nas instituições da força nacional e como trabalham para produzir conhecimento e estimular a sociedade a fazer o mesmo".

Comitiva da CAPES visita a UNIFA
Comitivas da CAPES e do Ministério da Defesa visitam a UNIFA (Foto: Natália Morato - CCS/CAPES)

Em sua exposição, Geraldo também falou sobre a necessidade de reformulação da avaliação e do modelo de financiamento da pós-graduação, com foco em questões como o crescimento do sistema, a distribuição de cotas e a relação entre bolsas e recursos de custeio, que atualmente apresenta desequilíbrio. "Queremos ainda que as instituições sejam mais ativas e que apresentem suas necessidades e não apenas tentem se enquadrar a regras", completou.

Esse modelo vai ao encontro ao que as instituições das forças armadas mostraram: que os cursos têm suas particularidades de acordo com os objetivos propostos e que devem ser consideradas em um cenário de avaliação.

Geraldo Nunes apresenta ações
Geraldo Nunes, presidente-substituto da CAPES, apresenta ações da Fundação na Escola Superior de Guerra (Foto: Natália Morato - CCS/CAPES)

"Com as visitas, as ações institucionais da CAPES no âmbito da formação de recursos humanos podem se aproximar das ações voltadas para a área de defesa", explicou o diretor substituto de Relações Internacionais da CAPES, Adi Balbinot. Segundo Adi, essa aproximação é fundamental para compreender melhor a realidade e as necessidades das forças armadas para que, com os mecanismos de fomento da CAPES, seja possível apoiar e desenvolver a capacidade instalada dentro dos cursos das escolas voltadas para a defesa nacional.

Pró-Defesa
Além do apoio por meio dos programas tradicionais, a CAPES mantém uma parceria desde 2005 com o Ministério da Defesa. O objetivo é estimular, no país, a realização de projetos conjuntos de pesquisa utilizando-se de recursos humanos e de infraestrutura disponíveis em diferentes Instituições de Ensino Superior (IES), Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e Instituições Militares de Ensino e Pesquisa. Deste modo possibilita-se a produção de pesquisas científicas e tecnológicas e a formação de recursos humanos em Defesa Nacional.

A quarta edição do Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Defesa Nacional (Pró-Defesa) está com inscrições abertas até o dia 24 de agosto. Veja aqui o Edital.

Visita as instalações das forças armadas
As visitas às instalações das escolas das forças armadas aconteceram nos dias 2 e 3 de agosto (Foto: Natália Morato - CCS/CAPES)

Em suas três primeiras edições, mais de R$ 17 milhões foram investidos em 40 projetos. Foram beneficiados mais de 160 bolsistas nas modalidades de mestrado, doutorado e estágio pós-doutoral. Atualmente, 12 projetos estão em vigência.

Internacionalização
Durante a visita, Adi apresentou ainda informações sobre o Brasil no cenário internacional e tratou sobre novas ações de internacionalização, entre elas o Programa Institucional de Internacionalização (CAPES/PrInt), que coloca as instituições como protagonistas do processo. De acordo com o representante da diretoria de Relações Internacionais da CAPES, a maioria dos pesquisadores brasileiros não sai do seu local de formação para trabalhar. Dados também revelam que 63% dos pesquisadores brasileiros nunca deixaram o país para fazer pesquisa. Isso faz com que as pesquisas realizadas tenham um impacto 24% abaixo da média mundial e que sejam 40% menos citadas.

 

Discussão entre representantes da CAPES
Representantes da CAPES tratam sobre programas da Fundação, dados e internacionalização da pós-graduação (Foto: Natália Morato - CCS/CAPES)

Representantes das instituições visitadas também mostraram dados de seus programas. Além dos enviados da CAPES, participaram das visitas o tenente brigadeiro Ricardo Machado Vieira, o vice-almirante Victor Cardoso Gomes, o general brigadeiro Fernando Marques de Freitas, a comandante Ana Cláudia de Paula e o capitão Carlos César de Castro Deonísio.

(Natália Morato - Rio de Janeiro/RJ - CCS/CAPES)

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