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Nova turma de pesquisadores fará estudos avançados na Alemanha

Publicado: Sexta, 03 Julho 2020 11:50 , Última Atualização: Segunda, 03 Agosto 2020 09:34

Candidatos foram selecionados para realizar pós-doutorado e pesquisas de ponta.

03072020 FOTO DENTRO MATERIA HUMBOLDT 03 Conrado Hübner USP

Quinze pesquisadores de todas as áreas do conhecimento receberão apoio da CAPES para pesquisar na Alemanha. Os cientistas foram selecionados pelo Programa Bolsas para Pesquisa CAPES/Humboldt, que divulgou em 02 de julho o resultado da 16º chamada de inscrições, ligada ao edital nº 36/2017. A iniciativa é uma parceria com a Fundação Alexander von Humboldt (AvH), sediada no país europeu. O programa oferta bolsas para estudantes de pós-doutorado e pesquisadores experientes.

Neste edital a CAPES negociou e o instituto alemão decidiu pagar cinco bolsas integralmente, além do percentual previsto no acordo para as outras dez bolsas. Se os bolsistas precisarem permanecer no Brasil executando atividades on-line, devido à pandemia, a Humboldt custeará os auxílios desses pesquisadores. “Nos sentimos fortemente comprometidos com nosso programa conjunto de bolsas e, diante da circunstância relacionada à pandemia, assumimos temporariamente um compromisso mais forte”, afirmou, em uma carta, Steffen Mehlich, chefe do Departamento de Bolsas da Fundação Humbodlt.

A cooperação entre a CAPES e a AvH se iniciou em 2012. Nas quatro chamadas do edital mais recente, nº 36/2017, houve 78 bolsistas aprovados. Em novembro, os candidatos à última chamada do edital conhecerão os resultados. Recentemente, uma atual bolsista do programa recebeu o Prêmio Para Mulheres na Ciência.

03072020 foto dentro materia 04 Monica de Freitas UFRJOs seis doutores recentes aprovados vão cursar pós-doutorado por um período que pode ser de até 24 meses, sendo no mínimo um semestre, com bolsa de € 2,6 mil. Já os nove pesquisadores experientes terão de seis a 18 meses, no valor de € 3,1 mil mensais. Passagens aéreas, auxílio-instalação e seguro-saúde para os pesquisadores ficam por conta da CAPES. Por outro lado, o custeio das bolsas será uma soma das duas instituições, sendo a CAPES responsável por 80% do valor.

Na seleção de projetos houve três etapas: verificação da consistência dos documentos, análise de mérito em conformidade com as normas e avaliação dos projetos pré-selecionados pelo Comitê Conjunto de Seleção CAPES/Humboldt, que é formado por consultores de ambas as instituições e se reúne duas vezes por ano para avaliar os aspectos científicos e acadêmicos das pospostas. No encontro mais recente, ocorrido em novembro de 2019, a CAPES renovou a parceria com a instituição alemã.

Experiência de ex-bolsistas
Três ex-bolsistas da Fundação Humboldt se tornaram cientistas embaixadores da instituição e atuam na divulgação das iniciativas alemãs de apoio a cientistas de alto nível. Eles destacam a importância do programa CAPES/Humboldt, dão sugestões para aspirantes a bolsistas e contam sua experiência de relação com a AvH.

“O Brasil é o único país no mundo em que a Fundação Humboldt fez um acordo com o Ministério da Educação para ampliar o número de bolsas concedidas”, diz Conrado Hübner, professor de Direito Constitucional da USP e bolsista de 2011 a 2012.

03072020 FOTO DENTRO MATERIA HUMBOLDT 01 Leonardo Menezes UFPE

Para conseguir uma bolsa, o principal é estar acima da média. “A AvH preza pela excelência acadêmica, e não o projeto a ser desenvolvido. É preciso caprichar na construção de um bom currículo acadêmico desde o ingresso na universidade”, sugere Monica de Freitas, professora da UFRJ e pesquisadora de Biologia Estrutural. Monica esteve na Alemanha como bolsista Humboldt de 2008 a 2010.

Uma das preocupações da AvH é manter o vínculo com os ex-bolsistas, afirma Leonardo Menezes, professor de Física da UFPE. “Existe um programa de acompanhamento de egressos que apoia um projeto nos seus primeiros anos de pesquisa no Brasil”, destaca o especialista em nanofotônica.

Fundação Humboldt
Criada em 1953, a Fundação Alexander von Humboldt fornece apoio financeiro individual a pesquisadores de alto desempenho com o objetivo de formar uma rede mundial de excelência. Mais de 500 brasileiros já receberam bolsas ou prêmios da von Humboldt ao longo da história. Em 2013, a fundação incluiu o Brasil no programa Chanceler Alemão de formação de lideranças, juntamente com a Índia.

O nome da instituição homenageia Alexander von Humboldt, cientista e explorador frequentemente citado como fundador de disciplinas como geografia física, climatologia e oceanografia. De 1799 a 1804, Humboldt percorreu a América do Sul em uma das expedições mais importantes da história da ciência.

Confira o resultado da 16º chamada de inscrições.

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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